Ó, Beleza tão antiga e tão nova…

Ó, beleza tão antiga...

“Tarde vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde vos amei!
Eis que habitavas dentro de mim, e eu lá fora procurando-vos!
Disforme, lança-me sobre estas formosuras que criastes.
Estavas comigo, e eu não estava convosco!
Retinha-me longe de Vós aquilo que não existia se não existisse em Vós.
Porém, me chamaste com uma voz tão forte que rompeste a minha surdez!
Brilhaste, cintilaste, e logo afugentaste a minha cegueira!
Exalaste perfume: respirei-o, suspirando por Vós.
Tocaste-me e ardi no desejo de Vossa Paz!
Só na grandeza de Vossa Misericórdia coloco toda a minha Esperança.
Dai-me o que me ordenas, e ordena-me o que quiserdes”

(Santo Agostinho de Hipona, in Confissões X, 27 e 29)

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